A globalização das torcidas no futebol rompem barreiras geográficas, tornando possível o amor a qualquer clube ou seleção independente de distância ou pátria
Poderia em nosso país tão nacionalista e ligado as raízes do futebol, crescerem alguns torcedores alemães depois do 7x1? Ou até pior, argentinos? Sim!
O amor aos clubes e seleções transcendem cada vez mais os impecílios físicos. Independente de poder comparecer ao estádio, conhecer os jogadores e a sua seleção de perto ou não, a ligação é muito mais de identificação do que de aproximação.
Para aprofundar o tema, buscamos alguns torcedores brasileiros um pouco diferentes.
Conhecemos os motivos que levaram três rapazes a não cederem as seduções locais e acabaram por torcer para clubes e seleções pouco convencionais para suas localidades.
Mesmo sendo improvável, há a chance de alguém nascer em Porto Alegre e não tornar-se colorado ou gremista. Morar no Rio de Janeiro e não dar olhos a Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. No mundo do futebol moderno, algumas coisas tem grande valor.
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Estudante de jornalismo
Qual seu time e seleção? Torço para o Barcelona e Argentina.
O que influenciou principalmente nas escolhas?
A influência de torcer pelo Barcelona veio com o Ronaldinho Gaúcho em 2003, mas acabei me apegando pelo clube e virando torcedor de verdade, mesmo com a sua saída em 2008. Ja em relação a Argentina, sempre tive uma simpatia com a seleção por gostar do meia Veron, mas a torcida de verdade começou em 2007 por causa de Messi.
O fato do time e da seleção que torce não ser do seu país e cidade, afeta em quanto na relação clube/torcedor? Não afeta em nada, basicamente a mesma coisa que torcer para a dupla grenal ou seleção brasileira. O único problema e diferença é que não posso ir nos jogos como poderia se fossem times daqui.
Acha que o bairrismo na hora da "escolha" para o time no qual torcer, é importante até que ponto? Não acho importante, cada um torce para quem gosta ou simpatiza mais. O problema do bairrismo é quando cega e o torcedor fica imparcial com a realidade.
Em um mundo cada vez mais conectado, onde informações de qualquer país estão nas nossas mãos, seria uma tendência a globalização das torcidas?
Tem grandes chances de que a torcida para clubes estrangeiros, principalmente da Europa, seja mais comum, é bem provável. Pois agora assistimos muitos jogos pelos canais de tv fechada e até mesmo pela internet. Facilita para que possamos acompanhar o futebol de fora e acabamos gostando e nos atraindo bastante.
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| Foto disponibilizada pela fonte. |
Aux. de Escritório / Estudante de Negócios Imobiliários
Qual seu time e seleção? Liverpool / Argentina
Quais os principais fatores para a decisão? Identificação desde criança com ambas as equipes.
O fato do time e da seleção que torce não ser do seu país e cidade, afeta em quanto na relação clube/torcedor? Pouco afeta a relação, pois sempre estou ligado nas principais notícias.
Até que ponto é importante o bairrismo na interferência da escolha do time para qual torcer? Aqui no Brasil, esse bairrismo é a principal escolha para torcer para uma equipe, mas na minha opinião você tem que escolher a que você mais se identifiquem independente do lugar que essa equipe seja.
Em um mundo cada vez mais conectado, onde informações de qualquer país estão nas nossas mãos, seria uma tendência a globalização das torcidas? Uma coisa bem difícil de acontecer, acredito eu.
Fonte - top10mais.org
O gráfico mostra a proporção da torcida de clubes deste porte. Transpondo barreiras de cultura, gênero, costumes e principalmente de distâncias.
Embora seja de extrema importância o domínio local de um clube ou da seleção de seu país, para o apoio diário e o grito durante os jogos, não há nenhum demérito em torcer a distância e ter um time diferente da maioria. A identificação com uma entidade ou clube pode surgir de várias maneiras, seja por a influência da mídia, de parentes ou até pela genialidade de um só jogador. Não existe time certo ou errado para torcer. Apesar das raízes locais prevalecerem em grande maioria, há cada vez mais torcedores distintos no mundo todo.
O interesse na organização e eficácia alemã, ou na garra e persistência uruguaia e argentina, morando e nascendo no Brasil, é no mínimo mais interessante do que o padrão comum de admirar apenas o craque ou o camisa 10 de seu país.
A paixão pelo esporte ou por um ídolo, clube ou o que for, nem sempre é tangível ou explicável, em muitas situações, os torcedores e grandes fãs não tem um motivo específico ou único para ter escolhido aquela e não outra bandeira ou cor. O sentimento surge, não é uma grandeza comprável ou selecionável. Ela é potencializada por certos fatores, mas nunca definida.
Torce para algum clube ou seleção diferente da maioria das pessoas de onde mora?
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