sábado, 18 de novembro de 2017

Santos x Grêmio: tudo que você precisa saber sobre a partida

Jogo referente a 36ª rodada do Campeonato Brasileiro ocorre na Vila Belmiro.



Em partida válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Santos Futebol Clube irá receber em sua tradicional casa, a Vila Belmiro, o Grêmio Football Porto Alegrense, às 19:00 do próximo domingo.

Como chegam as equipes?
O Grêmio, já classificado para a Libertadores 2018, deve jogar com equipe totalmente reserva. Ainda assim, o clube está mobilizado para assegurar a vice-liderança do Brasileirão a fim de conquistar seu objetivo, que são os 11 milhões de reais de bônus que o campeonato paga.
Com calendário apertado para o fim deste ano e também para a próxima temporada, pela participação muitas competições paralelas, o tricolor prioriza o faturamento para conseguir fazer a manutenção das peças do elenco e não precisar vender tão cedo.
O Santos busca confirmar a sua classificação na Libertadores, que embora encaminhada, ainda não está confirmada matematicamente. Provavelmente jogará com força total e deve se impor ao time reserva do #Grêmio, fazendo jus a seu ótimo aproveitamento dentro de casa.
Transmissão
O canal Premiere transmite a partida ao vivo, exclusivo para assinantes.
Rádio recomendada: Gaúcha FM 93.7, com narração de Pedro Ernesto Denardin.
Arbitragem
Todo grupo de arbitragem é de Pernambuco.
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez
Assistentes: Cleberson do Nascimento Leite e Marcelino Castro de Nazare
Quarto árbitro: Gilberto Freire de Farias
Assistentes Adicionais: Gilberto Rodrigues Castro Junior e Deborah Cecilia Correia
Histórico de confrontos
82 jogos 27 vitórias do #Grêmio (90 gols) 34 vitórias do Santos (114 gols) 22 empates.
Coletiva
Em coletiva concedida nesta sexta (17), através da conta oficial do clube no YouTube, o técnico gremista deu algumas afirmações que merecem destaque.
Treinador confirmou time reserva em partida contra o Peixe.
“Vão ficar uns quatorze ou quinze homens por aqui (Porto Alegre). Esses ficam. Eles estão com ritmo de jogo, estão 'jogados', e seria um risco muito grande coloca-los contra o Santos. Poderia acontecer alguma coisa. Eles não tem necessidade de jogar." – Renato Portaluppi
Questionado sobre nomes que possivelmente iriam jogar novamente no Brasileirão, após torcida e imprensa cogitarem despedida do time titular da competição no último jogo, Renato Gaúcho respondeu com convicção que todos os jogadores tiveram oportunidade e que nada está definido. No entanto, aponta que quem ficar em Porto Alegre não está precisando de ritmo de jogo, diferente dos demais que vão viajar.
Obs: Este texto foi desenvolvido pela equipe do portal Grêmio Total, inicialmente para publicação na Blasting News. Após reprovação da plataforma, o site Futebol Estatística concedeu seu espaço para a publicação da informação.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Projeto interrompido por tempo indeterminado

Devido à grande quantidade de demanda que um projeto de abrangência nacional do futebol exige, decidimos por interromper a produção por tempo indefinido.

Agradecemos a atenção e colaboração de todos os leitores e envolvidos.

Viva o bom e verdadeiro futebol!

Encontre-me em: facebook.com/osmar.martinsneto e @donwhites no Instagram.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Top 10 clubes com mais sócios em 2017

Após títulos, Grêmio e Palmeiras sobem posições no ranking, Inter perde espaço pós queda e ano com baixo rendimento


Em período de pré-temporada, os clubes brasileiros movem-se para arrecadar receita, visando a busca de reforços para a próxima temporada. Finalmente alguns deles estão buscando da maneira mais correta, investindo em estreitar a relação com seu torcedor, viabilizando ao público diversas formas de participar do quadro de sócios. Alguns clubes como o Corinthians, Grêmio e Internacional, já largaram na frente neste aspecto faz algum tempo, investindo em marketing e ações com esse objetivo. Não é atoa que o Timão lidera o quadro social do país, seguidos pelos atuais campeões nacionais, Palmeiras e Grêmio, deixando o time com maior torcida no país, o Flamengo, apenas na sétima posição. Informações obtidas da última atualização publicada pelo site do torcedômetro.

Confira a lista atualizada de sócios-torcedores no Brasil em 2017, ainda de acordo com o Torcedômetro;




10° - Sport Recife - 43,990





- Santos - 65,096





- Atlético-MG - 70,809





- Flamengo - 75,509




- Cruzeiro - 78,027





- São Paulo - 111,375




- Internacional - 112,756




- Grêmio - 113,963




- Palmeiras - 126,728




- Corinthians - 133,654






Com ações em quase todos os jogos, desde frases nas camisetas, estratégias na mídia  e uma série de atividades voltadas a seu torcedor, o Corinthians se destaca como o clube que melhor faz a gestão de seu público. Reflexo esse, que apesar de não ter surtido efeito na última temporada, vem dando ao Timão inúmeros frutos, desde sólidos números de lotação do seu estádio, receita vinda de ingressos e mensalidades, até a real contribuição na construção da conquista de títulos. 

E você, já é sócio do seu time do coração? Se ainda não é, procure informar-se dos planos e possibilidades disponíveis, e se couber no seu bolso, não deixe de ajudar. Além do seu grito e vibração dentro do estádio, não há contribuição maior a ser feita. Todos os clubes no Brasil precisam de dinheiro e de uma forte ligação com a sua torcida, pois o mercado está inflado, com altíssimos salários e taxas, o que dificulta a montagem de uma equipe competitiva. Vale também lembrar que apesar de toda a questão emocional envolvida em um time de futebol, ele jamais deixará de ser uma empresa, que necessita de receita e fundos para arcar com seus custos.


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

A vida como ela é

Texto de reflexão sobre a grande tragédia ocorrida com o avião da delegação da Chapecoense e jornalistas no início desta manhã


Muito cedo para pensar, escrever e contar a história magnífica da equipe e da cidade de Chapecó. Principalmente da parte mais recente, onde o clube subiu divisão por divisão, degrau por degrau, até chegar no topo. A grande final de um torneio continental. Parecia sonho, mas era verdade. A Chapecoense estava classificada para disputar um título desta expressão.
Time que há três anos era desconhecido em território nacional. Com tímido investimento, distante dos principais polos de futebol no país e dos holofotes da mídia. Situação esta que melhorou consideravelmente nestes últimos anos.

Jogadores da Chapecoense alinhados para a partida contra o San Lorenzo

Tudo parecia um sonho, a classificação, as defesas heroicas de Danilo, o espaço conquistado na mídia, os estádios ferventes, mas da noite para o dia, infelizmente, virou pesadelo. Sem mais nem menos, acordamos com a notícia de que já não existia mais o que sonhar. 
Do paraíso ao inferno em uma noite. Era mais que uma cidade comovida com a classificação, como dito pelo próprio Clube, éramos 200 milhões torcendo pela Chape na final. Se ela viesse a acontecer.
Por enquanto, o que da pra absorver disso, é o quanto a vida é passageira e feita de momentos. Como quem está no mais baixo dos degraus, pode crescer e chegar ao topo. E quem está no ápice, no seu auge, na final do torneio continental... Pode cair, voltar ao chão, ao zero e talvez nunca mais levantar.


União e amizade eram virtudes carregadas por todo o time

Sejamos nós quem faremos nosso mundo girar e mudar de situação, de um patamar a outro. Mas sempre sejamos cientes de que tudo pode mudar, da água para o vinho, da noite para o dia e o jogo virar novamente. Cabe a cada um conseguir identificar e eliminar o que atrasa e focar para trabalhar no que avança.

"Mesmo com o tempo fechado, com os prédios na frente, o sol ainda vai estar lá. Mesmo com guerras, com perdas, então olhe pro topo, o bloco vai estar lá" - BK'

Futebol Estatística entra em luto de 7 dias em respeito ao ocorrido. Nossa solidariedade e condolências aos envolvidos. 

sábado, 26 de novembro de 2016

China, ex-volante campeão mundial pelo Grêmio, relembra os anos dourados e fala sobre o futuro

Hoje técnico da seleção sub-15 do tricolor gaúcho, China conta desde sua estréia no Grêmio, até os seus projetos atuais e planos futuros, ainda envolvendo o seu time do coração


Natural de Espumoso, RS, nascido em 13 de setembro de 1959, o Gaúcho com apelido oriental começou a dar seus primeiros passos e passes no futebol, no modesto 14 de Julho, em Passo Fundo. Henrique Valmir da Conceição, ou China, mesmo sem ter feito processo de categorias de base, ao realizar um teste, conseguiu ingressar nos juniores do clube. Após três meses de estadia tendo feito bom desempenho em torneio regional, foi contratado para o time principal. A partir daquele momento, pôde desenvolver-se melhor técnica e fisicamente. Chegou até a morar nos alojamentos do clube durante o período. Este que não durou muito, logo ele foi contratado pela Chapecoense e mudou-se para o estado de Santa Catarina. Lá, jogou parte de um campeonato brasileiro e logo foi transferido para o Grêmio, inicialmente em período de testes de três meses.

China conta sobre sua passagem pelo Grêmio, fim da carreira de jogador
e trabalhos como treinador - 




Além de sua passagem histórica pelo tricolor gaúcho, eternizando a camisa 5, ganhando títulos de todas escalas, do estadual ao mundial, China também teve larga experiência como treinador. Foram oito estados do Brasil em clubes de menor expressão, na maioria dos casos contratado em situações emergenciais e sem estrutura. Fora do nosso país, ele conseguiu ter mais sucesso. 


Chegou a treinar times na Arábia e Bahrein, onde subiu um time para a primeira divisão e salvou outro de ser rebaixado. Ainda como treinador na Arábia, conquistou um vice da Copa do Rei. Questionamos a ele sobre essas experiências vividas nestes países.

"No Bahrein é mais tranquilo, na Arábia é uma prisão, tu não tem liberdade pra nada, nem pra rezar. Mas tem que ver que quando tu chega lá, eles já te dão todas as regras pra assinar, aceita quem quer." - China

Em relação ao processo de passagem de filosofia tática e técnica, com as dificuldades da cultura e da língua, China afirma que ele primeiramente não passou por problemas com tradutores, pois conhecia o seu e já eram amigos, assim havia confiança na palavra passada de um para outro. Porém relata que em outros casos não foi bem assim.

"Esse meu funcionou, pois era muito meu amigo, era um cara muito bom, gostava de mim, era gremista, morou aqui no Sul também. Mas já com outros eu sabia que falava uma coisa e eles diziam outra aos jogadores. Não cheguei a aprender árabe pois não quis, mas me comunicava também em inglês." - China

Questionado referente ao nível técnico de competição, afirmou que no Bahrein ainda é baixo, pois muitos jogadores trabalham em outras profissões, não tendo exclusividade ao futebol. Já na Arábia, pelo contrário, o nível é alto pois o mercado é inflado, altíssimos salários e jogadores que de acordo com China, não gostam de treinar.

"Lá eles são enjoados, é complicado, ganham bem. Vai falar com eles, tudo cheio do dinheiro, e eu mandando correr, pular, suar. Mas é assim, já quando tu chega eles avisam, "Aqui tem que mandar, tem que gritar, tem que ser duro.", aí é comigo mesmo" - China


China em frente ao setor administrativo do CT Cristal. (Foto:Renato Kubaszeski)
         


Ainda referente a sua passagem pelo mercado oriental, China relata também um grave problema já muito antigo no futebol. O empresariado interferindo no futebol dos clubes. Existem diversos casos de convocações questionáveis, titularidades precoces, ausências inexplicadas, etc. Tentaram fazer o mesmo com o camisa 5 gremista, mas com ele não foi possível. 

"Em quase todos os contratos que me ofereceram por lá, queriam que eu falasse de futebol já antes, dissesse quem vai jogar, como vou montar e escolher. E isso eu não aceitava, tudo menos isso. Porque aí tu escolhe um jogador X pra jogar na posição, avisa a diretoria e amanhã esse mesmo jogador tem uma "dor de barriga","morte da tia" ou alguma "indisposição muscular" para que o jogador Y entre no lugar dele, com o dedo do empresário." - China

Abordamos também a ocorrência desse tipo de caso no Brasil e ainda de acordo com o craque gremista, em nosso país isso até pode ocorrer, como o caso de Gefferson, lateral-esquerdo colorado na seleção, mas em menor escala, em virtude dos clubes ainda priorizarem muito o resultado, pautado no interesse de sua torcida, diferente de alguns casos em países do oriente, onde o principal interesse do clube é o comercial.

Presente e Futuro


Hoje, China trabalha no CT Cristal, ali em frente ao Barra Shopping - POA, diretamente com o sub-15 do Grêmio, a seleção dos melhores jogadores nascidos entre 2001 e 2002. Sobre o trabalho atual, afirma que gosta de onde está por ser um ambiente educativo e estar diretamente ligado a formação dos garotos.



Vestiários CT Cristal (FOTO:Osmar Martins)
Referente ao futuro, se diz satisfeito em ser funcionário do Grêmio e a ele estar a disposição. Relata também sua vontade de estar mais próximo do profissional. Questionado o motivo disso não estar acontecendo hoje, China não sabe dizer ao certo, acredita que sejam motivações do clube, pois ele se sente preparado para maiores desafios. Com todos os anos e situações agregando experiência, o professor afirma que teria know-how para agregar diretamente o trabalho que hoje existe no elenco de ponta da equipe gremista. 

"Tem muita coisa lá que não poderia acontecer para uma equipe do tamanho do Grêmio. Com certeza teria coisas pra mudar. Acho que tinham que criar uma coisa que já tínhamos há muito tempo, o Departamento de Fundamento para funcionários, tem muitos lá que não fazem tudo que podia fazer. Eu sei das minhas capacidades, meus conhecimentos, só que o problema é que muita coisa se perde no hiato daqui para lá (profissional), também pela realidade vivida pelos garotos fora daqui." - China

O ídolo gremista também discorda de certos pontos no futebol jogado atualmente pelo Grêmio, principalmente no que foi criado por Roger Machado, dizendo ser um futebol mais "carioca ou paulista", porém é esperançoso com o trabalho de Renato Portaluppi e Valdir Espinosa. Acreditando que com uma equipe mais vertical e com tudo conspirando a favor, esse ano o título finalmente venha.


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segunda-feira, 11 de julho de 2016

No fim das contas Argel deixa o Beira Rio e o trator precisa voltar a andar

O que já era esperado aconteceu, agora tem que tratar de reagir enquanto há tempo

Coluna GRENAL

 

Após a demissão de Argel Fucks do comando técnico do Internacional, ontem depois da derrota contra o Santa Cruz por 1x0 no Arruda, a direção colorada corre desesperadamente atrás de um novo nome para apagar o fogo que arde no Beira Rio.




Embora tenha nomes de grande peso em possibilidade de fechar contrato com o Inter, as expectativas não são as melhores, visto que o recém demitido treinador se encaixava exatamente nas características quistas pelo clube no momento da contratação. Tinha também resultado satisfatório dentro de campo, Argel obteve aproveitamento próximo de 65% enquanto comandou o time colorado, tendo atitudes sempre dentro do padrão que Piffero exigiu quando o contatou. Apesar de não ter efetividade tática e técnica, o ex treinador tinha o vestiário nas mãos e as características de ser sanguíneo e lutador, como queria o presidente do Internacional. Entre atuações medianas e outras nem tanto, ganhava jogos até certo momento. Mas uma fase de resultados negativos, 6 deles, não foram o suficiente para que o planejamento de Vitorio Piffero se mantivesse. 
Reflexo interessante com a gestão de Romildo Bolzan, presidente do Grêmio.





Em primeiro lugar nas possíveis contratações do Internacional para o comando técnico da equipe, está Mano Menezes, seguido por Abel Braga, ambos treinadores com características diferentes, apesar de sentidos ofensivos e defensivos definidos de forma similar. 

O ponto é que, novamente há pouquíssimo critério na busca do treinador, além do seu currículo ou identificação com o clube. Futebol é uma ciência e nela, assim como em qualquer outra, existem especialistas e profissionais da área, que aprofundam estudos táticos, técnicos e de motivação imensos. É inacreditável o descaso da cartolagem brasileira com estes fatores e a manutenção deste sistema em que grandes técnicos com renome são usados de escudo em situações críticas e depois tem de assumir toda a responsabilidade pelos resultados atuais. Fato proporcionado devido a falta de capacitação dos dirigentes e a inexistência de exigências de conhecimentos básicos de futebol para assumir determinados cargos.




Cerimônia de posse da atual gestão colorada



O problema em questão transcende os domínios do Internacional e passa por todo o país, a continuidade afeta todo o futebol, inclusive a seleção brasileira. É um dos principais fatores a serem resolvidos com prioridade, pois é uma questão cultural. A pressão e a motivação que levam a demissão de um técnico vem desde sua torcida, âmbito interno, mídia e até dos próprios jogadores. Infelizmente tal hábito impacta direta e negativamente no desempenho do futebol, pois um trabalho sem início e meio, tem que ter grandes motivos para ter um fim. Se na maioria dos casos, é diferente disso e os processos são interrompidos após alguma sequência negativa de jogos, o problema provavelmente está em quem escolhe estes treinadores que sempre acabam por não fazer um bom trabalho e são demitidos.

Um clube de futebol, assim como uma empresa ou qualquer organização, é uma pirâmide social e administrativa, onde as principais atitudes e ações corretas devem vir de cima, para que sirvam de exemplo para as categorias mais baixas. Se o corpo que faz a gestão do time é deficiente e não capacitado para tais competências, dificilmente os resultados finais sairão com êxito.


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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Ganhou o clássico por pouco e muito faltou ao Grêmio

Apesar da desorganização colorada, tricolor não consegue jogar no segundo tempo e se livra do empate por falha técnica do Internacional

  

Coluna GRENAL

 



No início do jogo o time do Grêmio foi agudo em alguns lances, com enfiadas principalmente no lado esquerdo com Everton e a movimentação de Luan, tricolor agia praticamente como mandante. Enquanto isso o Internacional fazia o que podia para manter a marcação, embaralhada, com os três volantes que ainda estavam em campo. O gol saiu com naturalidade, por pressão do time gremista aliada a falha técnica de Muriel e o chute consciente do camisa 10 tricolor, Douglas.

O problema real foi após o gol, com o início da reação colorada e o recuo das linhas por parte da equipe do Grêmio, houve até certa discussão entre Edilson e Marcelo Oliveira por erro de posicionamento, que logo foi resolvida sem maiores repercussões. O tricolor segurou a pressão até o apito do fim do primeiro tempo e foi para o vestiário a fim de resolver-se táticamente. Não foi o que aconteceu.







Com o início da segunda etapa, os erros persistiram e por fim aumentaram. Os passes curtos tradicionais da equipe, infiltrações laterais e a simples posse da bola já não pertenciam mais as capacidades do Grêmio naquele momento. Mesmo com os erros do Inter na condução, posse e finalização, o tricolor não conseguia tomar a dianteira da partida e contra-atacar ou acalmar o jogo, já que que tinha o resultado positivo. Sofreu ao todo 19 chutes somente nos últimos 45 minutos e disparou apenas 2, sem perigo algum a meta de Muriel.

A defesa reserva composta por Fred e Thyere pode até ter segurado e não comprometido, mas talvez o problema do Grêmio desta vez não tenha passado por defesa e sim pela eficiência e controle psicológico do meio campo e ataque. Luan e Douglas erraram toques simples em diversos lances, passes curtos ou de bom ângulo eram problemáticos em certos momentos. Até quando o camisa 7 tentou puxar a responsabilidade para sí, infelizmente falhou em lances individuais, que acabariam cadenciando a partida a favor do Grêmio, que sofria pressão a todo momento. A atuação de Giuliano foi extremamente tímida, cumprindo em maior parte do tempo a função de marcador.



Nunca tirando o mérito da vitória do Grêmio no maior clássico do país, mas apenas mostrando o que está além do resultado. O time tricolor venceu, segurou fora de casa e obteve os 3 pontos, mas teve sérias falhas técnicas nos setores de meio e ataque que não podem ser ignoradas visando o futuro da temporada.

O próximo confronto do time gremista é na Arena do Grêmio ás 11:00 no próximo domingo, dia 10/07 contra o Figueirense. Este que vem de vitória na Copa do Brasil, porém no brasileiro não vence a 4 partidas. Independente dos fatores, o tricolor deve fazer o dever de casa dominical sem maiores complicações. 


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