segunda-feira, 11 de julho de 2016

No fim das contas Argel deixa o Beira Rio e o trator precisa voltar a andar

O que já era esperado aconteceu, agora tem que tratar de reagir enquanto há tempo

Coluna GRENAL

 

Após a demissão de Argel Fucks do comando técnico do Internacional, ontem depois da derrota contra o Santa Cruz por 1x0 no Arruda, a direção colorada corre desesperadamente atrás de um novo nome para apagar o fogo que arde no Beira Rio.




Embora tenha nomes de grande peso em possibilidade de fechar contrato com o Inter, as expectativas não são as melhores, visto que o recém demitido treinador se encaixava exatamente nas características quistas pelo clube no momento da contratação. Tinha também resultado satisfatório dentro de campo, Argel obteve aproveitamento próximo de 65% enquanto comandou o time colorado, tendo atitudes sempre dentro do padrão que Piffero exigiu quando o contatou. Apesar de não ter efetividade tática e técnica, o ex treinador tinha o vestiário nas mãos e as características de ser sanguíneo e lutador, como queria o presidente do Internacional. Entre atuações medianas e outras nem tanto, ganhava jogos até certo momento. Mas uma fase de resultados negativos, 6 deles, não foram o suficiente para que o planejamento de Vitorio Piffero se mantivesse. 
Reflexo interessante com a gestão de Romildo Bolzan, presidente do Grêmio.





Em primeiro lugar nas possíveis contratações do Internacional para o comando técnico da equipe, está Mano Menezes, seguido por Abel Braga, ambos treinadores com características diferentes, apesar de sentidos ofensivos e defensivos definidos de forma similar. 

O ponto é que, novamente há pouquíssimo critério na busca do treinador, além do seu currículo ou identificação com o clube. Futebol é uma ciência e nela, assim como em qualquer outra, existem especialistas e profissionais da área, que aprofundam estudos táticos, técnicos e de motivação imensos. É inacreditável o descaso da cartolagem brasileira com estes fatores e a manutenção deste sistema em que grandes técnicos com renome são usados de escudo em situações críticas e depois tem de assumir toda a responsabilidade pelos resultados atuais. Fato proporcionado devido a falta de capacitação dos dirigentes e a inexistência de exigências de conhecimentos básicos de futebol para assumir determinados cargos.




Cerimônia de posse da atual gestão colorada



O problema em questão transcende os domínios do Internacional e passa por todo o país, a continuidade afeta todo o futebol, inclusive a seleção brasileira. É um dos principais fatores a serem resolvidos com prioridade, pois é uma questão cultural. A pressão e a motivação que levam a demissão de um técnico vem desde sua torcida, âmbito interno, mídia e até dos próprios jogadores. Infelizmente tal hábito impacta direta e negativamente no desempenho do futebol, pois um trabalho sem início e meio, tem que ter grandes motivos para ter um fim. Se na maioria dos casos, é diferente disso e os processos são interrompidos após alguma sequência negativa de jogos, o problema provavelmente está em quem escolhe estes treinadores que sempre acabam por não fazer um bom trabalho e são demitidos.

Um clube de futebol, assim como uma empresa ou qualquer organização, é uma pirâmide social e administrativa, onde as principais atitudes e ações corretas devem vir de cima, para que sirvam de exemplo para as categorias mais baixas. Se o corpo que faz a gestão do time é deficiente e não capacitado para tais competências, dificilmente os resultados finais sairão com êxito.


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