sexta-feira, 1 de julho de 2016

Os méritos da gestão tricolor

A ideologia de continuidade mostra resultados no Grêmio de Romildo Bolzan


Coluna GRENAL

Apesar das três eliminações já no início deste ano, há muito o que valorizar no trabalho que vem sendo feito no Grêmio. 
Antes de citar a consistência defensiva ou a efetividade do ataque da equipe, temos que lembrar de algo que pode até passar batido, mas que no Brasil é muito raro. A continuidade. Manter um treinador no comando de uma equipe em nosso país por mais de um ano é algo fora do comum. Normalmente a média é de 3 a 5 meses, segundo pesquisa do Jornal El Economista, do México. A péssima gestão dos cartolas brasileiros jurássicos e a imensa pressão da impressa e da torcida fazem com que praticamente qualquer nome não dure mais do que 4 derrotas consecutivas. Independente de qual o planejamento ou projeto, cai fora.




Roger já está trabalhando no Grêmio a mais de um ano, conta com 3 eliminações apenas nesta temporada e a classificação para a Libertadores no ano passado. Balançou, foi dado-lhe mais cinco rodadas para mudar a situação e ele correspondeu novamente. Mas ainda assim, permanece no cargo, pois o tricolor, diferente da maioria dos clubes brasileiros, tem e executa um planejamento. E neste há a necessidade absoluta da permanência de Roger Machado. Não só de seu treinador, mas como de suas principais peças na equipe, nomes como Luan, Geromel, Walace, Maicon, Douglas e Giuliano já vem  sendo mantidos e devem continuar pelo menos até o fim desta temporada.



Essas decisões são méritos de uma gestão de futebol consciente por parte de Romildo e seu corpo de administração. Uma cultura foi implementada no clube de modo que todos entendam que o processo funciona de médio a longo prazo, a realidade de qualquer equipe no mundo. Dificuldade enfrentada por todo o futebol brasileiro. O famoso processo de transição e adaptação. Manter os atletas mais experientes e que funcionam na posição, segurar as jovens promessas e dar espaço para que subam da base, tudo é parte de um processo ideológico de gestão do clube por completo. O planejamento do Grêmio é exemplo para muitos clubes brasileiros. Há falhas, com certeza. Todos os sistemas tem, mas a cultura, a direção e a orientação estão corretas.


Um time que segue o pensamento de um treinador, adapta-se aos costumes, métodos de treino e ideologia de futebol por um tempo adequado, terá um bom aproveitamento
Trabalhos interrompidos, iniciados e terminados em trimestres, não dão ao clube, jogador e toda a equipe o envolvimento e o entrosamento necessário para a conclusão em um bom time de futebol.




Em pouco mais de um ano, Roger já deu ao Grêmio uma cara, várias características, variações táticas e modos de jogo. A manutenção do esqueleto principal da equipe do ano passado para esse o auxiliou neste processo. Apesar dos resultados, o clube gaúcho tem uma filosofia de futebol muito bem implementada e joga em diferentes estilos, adequando-se as situações impostas pelo adversário. O treinador conseguiu adquirir a possibilidade de jogar com ou sem centroavante, com falso nove, pontas de infiltração, sem o camisa 10 ou até com dois deles.

O trabalho continuo e diário gera frutos. Independente do objetivo de Roger e do tricolor em conquistar uma taça ainda este ano, o processo não pode ser interrompido, a filosofia de continuidade há de prevalecer.

Link da reportagem completa do jornal mexicano, com números de outros nove países e mais detalhes. - Aqui


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